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Friday, May 16, 2008

Prosperidade

Prospect, ainda um cachorrinho



"Prospect, for prosperity", foi assim que o meu irmão e a minha cunhada justificaram o nome dado ao cão que faz parte da família há quase um ano. Pertence a uma raça que me causa grandes dissabores quando tento dizê-lo: dachshund. Lá me vão educando sobre as características desta raça, sendo a sexta preferida pelos norte-americanos.

Tem um porte um tanto ou quanto felino que contrasta com o seu tamanho pequeno. Olha nos olhos das pessoas e é muito atento, especialmente quando a comida está presente. Se estamos em divisões diferentes da casa, gosta de ir "controlando" onde cada um está, não vá perder um. Agora mesmo, decidiu que queria dar uma soneca. Aproximou-se de mim, saltou para o meu colo e está num sono solto enquanto escrevo estas linhas sobre ele.

Nunca fui grande fã de caninos mas este conseguiu cativar-me. Como diz o meu irmão "Ele olha nos olhos das pessoas!". Não há maneira de resistir a esse olhar...


Já me abandonou... É que aqui chegou o cheiro a almoço!



Maggs

Sunday, April 20, 2008

Andorinha di Bolta


No dia 3 de Maio de 2008, Sãozinha Fonseca apresenta o seu trabalho "Andorinha di Bolta". Sou suspeita para falar sobre a minha cunhada mas tenho a certeza que será um momento único. Pode ser que consiga presenciar...

Ná, Ó Menino Ná...

Sãozinha - Andorinha di Bolta

Ná, Ó Menino Ná

Ó rosto doce de ojo maguado,
Es bo cudado
Botal pa traz!
Nhor Des ta dano um bida de paz,
Ó nha Pecado
De ojo maguado!

Ná, ó menino ná,
Sombra rum fugi de li!
Ná, ó menino ná,
Dixa nha fijo dormi...

Sono de bida, sonho de amor,
Ou graça ou dor,
Es é nós sorte...
Se Deus, más logo, mandano morte,
Quem que tem medo
Ta morrê cedo.

Toma nha ombro, encosta cabeça,
Ja’n dabo peto,
Amá ragaz!
Ó esprito doce, ca bo tem pressa:
Deta co geto,
Dormi na paz...

Eugénio Tavares (1867-1930)

Saturday, April 19, 2008

Hora di Bai

Sãozinha - Sãozinha Canta Eugénio Tavares


Morna de Despedida

Hora de bai,
Hora de dor,
Ja’n q’ré
Pa el ca manchê!
De cada bêz
Que ‘n ta lembrâ,
Ma’n q’ré
Ficâ ‘n morrê!

Hora de bai,
Hora de dor!
Amor,
Dixa’n chorâ!
Corpo catibo,
Bá bo que é escrabo!
Ó alma bibo,
Quem que al lebabo?

Se bem é doce,
Bai é maguado;
Mas, se ca bado,
Ca ta birado!
Se no morrê
Na despedida,
Nhor Des na volta
Ta dano bida.

Dixam chorâ
Destino de home:
Es dor
Que ca tem nome:
Dor de crecheu,
Dor de sodade
De alguem
Que’n q’ré, que qu’rem...

Eugénio Tavares (1867-1930)

Friday, September 07, 2007

Para a Sãozinha Fonseca-Fragoso

Despedida.mp3

A minha cunhada que - para mim -
é minha e de mais ninguém;
que me apazigua a alma com a sua voz melodiosa e cheia de paz;
que me olha de modo firme e decidido;
que me faz rir com a sua maneira alegre de falar;
que canta maravilhosamente ...

E a nossa amizade que começou quando ela me foi buscar a casa dos meus tios e levou-me para um passeio até Cape Cod, onde fomos ver o mar e comer um genuíno clam chowder.

Esta morna, despedida, é da autoria de Eugénio Tavares.

E a voz... essa voz, é, obviamente, da minha cunhada.

- Maggs -